A Parada do Orgulho de São Paulo deixou de ser uma celebração da diversidade e se transformou em uma manifestação explícita de sexualização e nudez a céu aberto, com crianças presentes no meio, além do uso aberto de entorpecentes em via pública e consumo excessivo de álcool. Isso não tem relação real com respeito à diversidade, muito menos com direitos civis ou inclusão, o que vemos, além do rastro de lixo e sujeira, é a militância política ostensiva.
Não é por acaso que 60% do dinheiro de patrocinadores não é mais investido na causa. Para além da influência da política americana, que claro, afeta a presença de empresas dos EUA, outras empresas também perceberam que patrocínio é marketing, não caridade. A frase-meme "quem lacra não lucra", especialmente quando o evento cria associações vexatórias com o público infantil, tem fundamento, sobretudo em um Brasil polarizado onde pelo menos 50% da população não apoia essas ações.
Para uma empresa, ignorar o público conservador brasileiro significaria abrir mão de cerca de metade do mercado consumidor do país, nenhuma empresa séria pode se dar ao luxo de desprezar um contingente tão grande de clientes.
Na minha humilde opinião, diversidade de verdade se constrói no dia a dia das empresas, na inclusão real de competências e no respeito às diferenças, e não em uma rua tomada por excessos.
O argumento de que o evento “movimenta a economia” é genérico e vazio, qualquer grande evento público, maratona, show, feira ou corrida, gera fluxo econômico, mas nem por isso justifica os custos externos com limpeza, segurança e, principalmente, as externalidades sociais negativas.
Uma Parada mais contida, familiar e focada em direitos civis provavelmente geraria menos rejeição e atrairia patrocínios mais estáveis, porém, não parece ser isso o que a organização deseja. O tema deste ano, “A rua convoca, a urna confirma”, deixa claro o caráter político-eleitoral. Eles querem chocar, provocar, impor aceitação e avançar uma agenda militante. Cada vez menos pessoas compram ESSA narrativa de “diversidade”, o que se vê nas ruas é ativismo puro, e há, sim, um público crescente cansado dessa postura.
por Christian de Paula Barbosa / LkIn




