Jornalista Angélica Fontella (ex-correspondente da agência russa) após lançamento no Rio, lança em Maricá livro sobre a exploração da violência na imprensa
Ela parece uma menina, mas por trás daquela pseudo fragilidade (similar a um bibelô) existe uma mulher forte, inteligente, professora e jornalista com uma bagagem de fazer inveja à muito marmanjo. Ela foi correspondente internacional da agência Sputnik, aqui no Brasil.
Também escritora, Angélica Fontella é autora de um livro forte, maduro e polêmico, que foi lançado na cidade do Rio de Janeiro no sábado em 22/03/25.

O livro “Um corpo estendido na capa: jornalismo de sensações e cenas de linchamento”, traz para discussão os acontecimentos nefastos ao qual vivem os profissionais de imprensa no Brasil (um dos países mais perigosos para o profissional de imprensa).
Com roda de conversa e dia de autógrafos com a autora, o evento aconteceu desde às 10 horas no Conversatório Bistrô (isso mesmo CONVERSATÓRIO, de conversa), na rua José Higino na Tijuca, Zona Norte do Rio.

Um corpo negro, despido e sem vida amarrado a um pilar ensanguentado. A cena de 2015 bem que poderia ser de 200 anos antes, como informa a primeira página de um jornal publicado em 8 de julho daquele ano. Era o linchamento brutal do jovem Cleidenilson Pereira da Silva, no Maranhão, acusado de assaltar um bar.
O impresso compara a fotografia contemporânea com a gravura de Debret “L’exécution de la punition du fouet” publicada no Voyage pittoresque et historique au Brésil (1835), um retrato dos castigos públicos cotidianos aplicados sobre as pessoas escravizadas no Brasil Colônia. Esse é o ponto de partida para “Um corpo estendido na capa: jornalismo de sensações e cenas de linchamento”.
A história de Cleidenilson, o jornalismo de sensações (muitas vezes reduzido ao rótulo de “sensacionalista”) e as estruturas violentas da sociedade brasileira se entrelaçam nesta obra. Através de uma análise perspicaz de narrativas da imprensa, a obra revela como, mesmo ao aparentemente criticar a violência, o jornalismo acaba por reforçar visões de mundo que perpetuam a marginalização de indivíduos como Cleidenilson.
Livro será lançado em Maricá, no sábado 30 de maio a partir das 10 horas, na VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATOE depois do sucesso do lançamento no Rio de Janeiro, o livro de Angélica Fontella, será lançado em Maricá através na PR PRODUÇÕES, no sábado 30 de maio a partir das 10 horas, na VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATO na sede da AMVM - Associação de Mulheres Virtuosa de Maricá, na rua Eraldo da Costa Marins nº 6 (rua do colégio Carlos Magno), com entrada franca e roda de conversa com a autora.
Angélica receberá amigos e convidados para o seu dia de autógrafos a partir das 10 horas até às 17 horas, com direito a duas rodas de conversa:
- a primeira às 11 horas com o tema "QUANDO A MÍDIA PARTICIPA DA PUNIÇÃO"
- e a segunda às 14 horas com o tema "A VISÃO BRASILEIRA SOBRE 'BANDIDOS'".
O livro poderá ser adquirido durante o evento ou através do link https://loja.metanoiaeditora.com/um-corpo-estendido-na-capa-jornalismo-de-sensacoes-e-cenas-de-linchamentos/?fbclid=PAdGRleANvC8lleHRuA2FlbQIxMQABp5rgSMN_ZBoF4pZoUH8nvt6UMr_9AtbWlBMq9MdQ3Usr0AXTVkJIAg2YcsPp_aem_Gnz12jeRASzwMU6sxgYOdw
Autora do livro possui pesquisa sobre o jornalismo de sensações
Angélica Fontella nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1987 e foi criada nos bairros do subúrbio carioca. Jornalista formada pela Escola de Comunicação da UFRJ, é mestra e doutora em Comunicação e Cultura pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da mesma instituição.
Sua pesquisa aborda a relação entre jornalismo de sensações, história, memória e violência na sociedade brasileira. É cofundadora do podcast Passadorama (https://passadorama.wordpress.com/tilt/), que discute história, cultura e política. Desde 2022, atua como produtora-geral de jornalismo da Sputnik Brasil, Rio de Janeiro.
VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATO ACONTECE DAS 10 ÀS 17 HORAS









