Uma festa que surgiu da vontade de Wallace Lima e Loretta Yang, na loja esotérica que ambos tinham na rua 90, onde resolveram fazer uma festa em homenagem a Yemanjá (ou Iemanjá).
Com a construção da capela de Nossa Senhora dos Navegantes localizada na rua 25 (próximo ao estádio João Saldanha, entre Cordeirinho e Bambui), a festa feita em frente a capela, tem seu ponto alto quando a imagem de Nossa Senhora dos Navegante (Yemanjá) vai em procissão até a rua 90 onde é entregue ao mar, para Yemanjá com apoio do Pai Liminha.
Neste ano em especial pelo recente desencarne de Loretta Yang, Wallace Lima fará um tributo a sua companheira de vida e grande artista maricaense.
20 Anos de Festa de Yemanjá – Cordeirinho, Maricá
Há vinte anos, o mar aprendeu um novo nome
e Cordeirinho passou a amanhecer diferente.
Entre conchas, flores e cantos,
Yemanjá abriu caminhos de sal, fé e encontro.
Do ventre das águas nasceu uma festa,
não de posse, mas de partilha.
Uma celebração onde o sagrado caminha descalço na areia,
onde o povo aprende a agradecer,
onde o azul vira abraço
e o horizonte se transforma em altar.
Essa festa tem raiz, tem gesto fundador,
tem mãos que sonharam antes de existir.
Loretta Yang,
semente de coragem e sensibilidade,
teceu com amor um rito coletivo,
unindo culturas, espiritualidades e afetos
sob o mesmo céu e o mesmo mar.
Loretta não apenas criou uma festa.
Criou um território de respeito,
um tempo de escuta,
um chamado à ancestralidade e à paz.
Hoje, em memória viva,
seu nome segue sendo pronunciado pelas ondas,
guardado na espuma,
abençoado pelo colo de Yemanjá.
Vinte anos depois,
a Festa permanece, cresce e floresce.
É oferenda que não se perde,
é legado que não se apaga,
é tradição que se renova
a cada flor lançada ao mar,
a cada canto,
a cada coração que chega.
Que Yemanjá continue guiando este caminho.
Que Loretta Yang siga sendo estrela d’água,
luz sobre as marés,
presença eterna na história de Cordeirinho
e na alma de Maricá.
Odoyá.
Axé à memória, à criação e à continuidade.
(por Valdo Lima)










